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PORTFÓLIO / Cafeteria · Projeto conceitual

Memória e legado
Uma marca que guarda suas origens.

Memória e legado: Uma marca que guarda suas origens.
CONTEXTO

Cafeteria · Projeto conceitual

DIREÇÃO VISUAL

Origem e encontro no desenho de folha, xícara e vapor.

ESCOPO APRESENTADO

Símbolo, sistema visual, aplicações e narrativa conceitual.

01 / CONTEXTO E CONCEITO

O olhar por trás
da identidade.

Uma proposta de ressignificação para uma cafeteria fictícia, construída a partir de uma herança familiar. Folha, xícara e vapor se encontram em uma identidade que traduz origem, acolhimento e continuidade.

Criação de marcaSistema visualNarrativa de marca

O conceito

A memória dos cafezais se transforma em linguagem visual. A folha acolhe a xícara em seu espaço vazio. As curvas do vapor acompanham suas nervuras, reunindo a origem na terra, os encontros à mesa e o afeto que atravessa gerações.

O universo visual

Café profundo e creme formam a base, com terracota e areia como apoio. O símbolo, suas variações e o padrão de folhas e curvas do vapor levam a identidade às embalagens, à cerâmica e ao linho.

A história por trás do conceito
CONCEITO DA MARCA

Uma história que começou na terra.

A história da cafeteria começa muito antes de haver um balcão, xícaras ou qualquer ideia de transformar café em negócio. Começa com Dona Celina, hoje com seus cabelos grisalhos e mãos que ainda guardam a delicadeza de quem aprendeu que algumas coisas precisam de tempo.

Celina cresceu ouvindo histórias sobre seus avós, Antônio e Rosa, que viveram boa parte da vida em uma pequena propriedade cercada por cafezais. Era da terra que vinha o sustento da família. Antes do sol nascer por completo, os dois já caminhavam entre os pés de café, escolhendo e colhendo os frutos maduros com as próprias mãos.

O café passava por muitas etapas até chegar à mesa, mas, para a família, havia algo ainda mais importante acontecendo nesse caminho: ele reunia pessoas.

Depois de um longo dia de trabalho, Rosa torrava os grãos artesanalmente e preparava o café. Antônio puxava as cadeiras para perto da mesa. Filhos, parentes e vizinhos apareciam. Entre uma xícara e outra, dividiam histórias, preocupações, risadas e planos para o futuro.

Foi assim que Celina aprendeu que café nunca foi apenas café.

Com o passar dos anos, a propriedade mudou, os avós partiram e cada integrante da família seguiu seu próprio caminho. Mas Celina guardou algumas coisas: fotografias antigas, um pequeno coador de sua avó e, principalmente, a lembrança do cheiro de café recém-passado tomando conta da casa.

Décadas depois, já mais velha, ela decidiu transformar essa memória em legado.

A cafeteria nasceu para manter viva uma história que poderia ter terminado naquela antiga lavoura. Cada detalhe foi pensado como uma homenagem às pessoas que vieram antes dela — à terra que sustentou sua família, às mãos que colheram cada fruto e às conversas que aconteceram ao redor daquela mesa.

Por isso, o símbolo da marca carrega uma folha, representando a origem e os antigos cafezais; a xícara, representando os encontros; e o vapor que sobe, como uma lembrança de que pessoas passam, gerações mudam, mas aquilo que é feito com afeto consegue permanecer.

Dona Celina não abriu apenas uma cafeteria. Ela encontrou uma maneira de continuar servindo, em cada xícara, um pedaço da história de seus avós.

Porque algumas heranças não são aquilo que recebemos.
São aquilo que escolhemos não deixar desaparecer.
03 / ENTREGAS APRESENTADAS

Um sistema que
funciona junto.

Símbolo, sistema visual, aplicações e narrativa conceitual.

Explore a identidade principal, as variações, as aplicações, a paleta, o padrão e as referências que orientam o universo visual.

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